Ele me pediu pra voltar.
Disse que o lugar estava vazio e reclamava a minha falta. Sentia saudades e que o amor nunca mudou.
Disse que tudo que eu busco sempre esteve lá.
E é meu.
E vai me dar.
Mas me fez um pedido, desses que a gente acha que é grande demais e por estar tão intrínseco e há tempos, dar margem a questionamentos de se e como atender. Lembrou a bicicleta ou a boneca já comprada, guardada, embrulhada em fita de seda e com muito mais mimos dentro da caixa.
E não é troca.
Já é meu.
Mas que é preciso fazer por onde. Merecedora de tamanha sorte e cuidados precisa ser melhorada. Deve se mostrar à altura do que está à mão.
Poderia me entregar sem nada dizer, como um bom pai que nunca nega nada a filha e se contenta em vê-la sorrir.
- Mas que lição eu tiraria disso? O que melhoraria em mim?
"É pra garantir que você seja e use melhor o que é teu."
E por mais que saber da falta que faço, do espaço e amor que tenho, de já sonhar com o presente desembrulhado... por mais que tudo isso me encha de alegria, fiquei assim... tenho medo. Se eu receber, o mérito é meu. Se não, também.
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