quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Noite


Era mais uma daquelas horas em que o coração aperta e você só deseja a força de um abraço. Como se o toque destes pudesse te redimir ou mesmo fazer emergir à luz. Ser envolta em asas de anjo e se aquecer por mais dois ou três minutos. É uma hora fria. Adiantada. Sem ruído. Madrugada adentro empurrando sem dar consolo. Não sinto a finitude, mas a falta de movimento. O quarto reflete a lua pela fresta da janela. Me sinto sozinha aqui, sem braços ou sonhos por perto. Só noite... por mais algumas horas.

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