Fez menção de voltar, girou o corpo e deu de cara com a porta. A força pra evitar o esbarrão fez desandar dois passos para trás e um sonho acima, até restabelecer o equilíbrio. Ainda trôpega e vacilante, repetiu em silêncio e depois para ouvir a própria voz: o caminho é adiante. Não dava mais para retornar. Na verdade, nem queria. Foi um ou dois segundos de medo e a tentação de uma última espiadinha. O mundo todo pela frente e o desejo medíocre de uma porta fechada.