
A caneta deitada sob o papel esperava a inspiração, que cismou em não vir. Emoções a serem decodificadas, angústias para se traduzir, interrogações em busca de respostas, quaisquer letras que preenchessem em azul o vazio, o silêncio, o branco. As gotas de tinta ansiavam tanto quanto as mãos por sentimentos outros, que movimentassem a ponta fina e rabiscassem saídas, conclusões, começo. Mas nada se movia. A não ser pelo vento indiferente arrastando a folha nua pela janela. A luz rebatida destacava as cores daquela manhã de domingo. Contrastando com o céu, dava conta que a vida acontece lá fora, sem esperar por registros ou certezas.
Um comentário:
Amiga, vc está cada vez melhor na arte de escrever!
PARABÉNS!!!
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