quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Resolveu que iria parar o tempo. Ou ao menos deixar que ele corresse seu curso sem mais questionar. Interrogações como ‘quando?’ não fariam mais parte de sua vidinha. Afrouxar o fecho dourado e colocar o relógio na caixinha vermelha foi só uma das decisões. O pulso seria espaço para continhas coloridas e pedidos em três nós ao senhor do Bonfim. Esqueceria a idade (favor para qualquer mulher). Adotaria aquela que melhor se adequasse ao riso do dia. Inversamente proporcional a largura da alegria no canto da boca. Não importava se foi perdido, o tempo teria outro significado. Como o açúcar que forjado em mil giros torna-se algodão cor de rosa - ou sem cor. Teria a graça que a fome exigisse.
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